segunda-feira, 8 de março de 2010

AMIGO é...



Tenho pena por existir ainda muita gente com o conceito errado de AMIZADE.
Será difícil compreender que a AMIZADE não existe apenas nos bons momentos? Porque se apenas existe nesses, então deculpem-me mas chamem-lhe qualquer coisa menos AMIZADE. Porque AMIZADE é sentida na sua verdadeira essência nos maus momentos.
AMIZADE não se vê, sente-se.
Recebo vários convites para sair, mas essas saídas não passam de um mero divertimento. O que não deixa de ser importante, claro. Mas não é tudo!
Não considero AMIGO aquele que nunca se esquece de mim para uma saída. Considero AMIGO, aquele que não passa mais tempo comigo porque não pode, mas que sabendo que preciso de ajuda não há nada que o impeça de estar comigo.
AMIGO não e aquele que me leva a sítios fantásticos. AMIGO é aquele que em qualquer lugar é capaz de me proporcionar um momento agradável.
AMIGO não é o que concorda com tudo o que digo. Amigo é o que me mostra o caminho da razão quando não o quero ver.
AMIGO não é aquele que apenas se ri comigo. AMIGO que é AMIGO chora comigo.
AMIGO não está comigo pela marca da roupa que visto. AMIGO está comigo porque gosta do meu EU.
AMIGO não é o que me levanta após a queda. AMIGO é o que diz como se levanta.

Tanta coisa que poderia dizer para descrever o que é um verdadeiro AMIGO. Mas quem compreendeu cada palavra minha até agora não necessita que continue.

Tenho saudades dos meus AMIGOS!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

?

Hoje sinto-me sozinha, mesmo sabendo que não estou. Sentimento mais estranho este que me assombrou neste início de noite.
É uma mistura de sentimentos que me desorientam por tão contraditórios que são.
Quero perder-me no silêncio das minhas palavras, mas quero igualmente encontrar-me nos meus sonhos, naqueles sonhos que me fazem sorrir.
Quero o sossego do meu canto e ouvir música que seja capaz de me fazer encontrar neste pequeno mundo.
Sinto uma nostalgia enorme a apoderar-se cada vez mais de mim. Quero pará-la e não consigo.
As tentativas de sorrir falharam, os olhos perderam a expressão, perderam o brilho.
Estou acorrentada a algo que não entendi ainda. Tento soltar-me e não consigo.

Escrevi ao som desta música:


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Desafio com selinho


Este desafio foi-me deixado pela Su do blog Um fio de silêncio. Muito obrigado.
A regra é oferecê-lo a 5 blogs e responder a uns tópicos.
Passo este desafio e o seu selinho a:

As minhas respostas:

Mania: “Esquecer-me” de comer quando estou a fazer alguma actividade agradável, tirar os óculos logo à entrada de casa (mesmo antes de pousar qualquer tipo de mala que traga também)

Pecado Capital: comer com os olhos (como diz a minha mãe)

Melhor cheiro do Mundo: o do café da minha avó e o dos panikes quentinhos da minha universidade.

Se o dinheiro não fosse problema: nem quero pensar, daria uma lista bem grande.

História da Infância: é a história que mais saudades tenho. Sonhava um dia ser uma princesa e ter uma vida de sonho, como aquelas que existiam nas histórias que a minha mãe me lia antes de adormecer. (ainda tenho esses livros na estante do meu quarto e olhar para eles é recuar no tempo)

Habilidade na cozinha: Penne com cogumelos e bacon - o esquisito do meu irmão adora ;)

Frase Preferida: “Hoje sê feliz” – recordo-me do dia e circunstâncias com que me foi dita.

Passeio para o corpo: longas caminhadas nas noites de verão

Passeio para a alma: Um bom parque natural (sozinha ou com boa companhia)

O que me irrita: mentiras, injustiças, pobreza mental…

Frases ou palavras que uso muito: “Fogo”, “Enfim”, “Viste viste”, “Não faltava mais nada”, “Xih, tou tramada”, “Ui”, “Para a próxima vai ser diferente, vais ver”, “Não olhes para mim assim”.

Palavrão mais usado: Não o utilizo muito, mas mesmo assim prefiro não dizer aqui.

Talento oculto: deve ser tão oculto que nem eu sei.

Não importa que esteja na moda, eu não usaria nunca: aqueles óculos enormes e todos coloridos.

Queria ter nascido a saber: que crescer é dificil

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Montanha russa


A nossa vida é uma autêntica viagem na montanha russa. Subimos e descemos a uma velocidade mais rápida que o nosso pensamento. É uma viagem tão intensa que não vemos, não pensamos... mas sentimos. Sentimos nas descidas o medo de cair, o medo que nem tudo corra bem. Até fechamos os olhos... quando subimos é um suspiro de alivio que se solta, subir é o nosso objectivo, chegar ao topo e ver o mundo com outros olhos.
Quando a viagem acaba sentimos a cabeça tonta, estamos tão desorientados que nem conseguimos descrever as sensações que tivemos.
A nossa vida é assim, uma viagem de altos e baixos. Em que só no final da viagem, depois da dor que traziamos na barriga ter desaparecido, depois das pernas deixarem de tremer por perceberem que estamos em solo firme, percebemos como a viagem foi óptima e como as descidas foram importantes para dar mais prazer em subir.
Por vezes sentimos uma desilusão por não termos aproveitado cada momento dessa viagem pelo medo que tinhamos de cada vez que desciamos. No entanto, temos a oportunidade ao longo da vida de fazer muitas viagens em montanhas russas, e cada uma será mais importante que a outra e será vivida de maneira diferente.
Após muitas viagens as descidas já serão encaradas de forma diferente, já nos sentiremos capazes de as fazer de olhos abertos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hoje não estou



Hoje é um daqueles dias em que: não atendo chamadas; não me apetece falar; não me apetece estudar; ouço música com phones para que o volume não incomode ninguém e me leve a mim para longe;

Hoje não estou!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Um sonho que me deixa cansada e realizada


Tenho-me sentido bastante cansada, mas por andar a fazer aquilo que gosto.
Ter voltado a estudar foi sem qualquer dúvida uma das melhores decisões que tomei nos últimos tempos, aliás atreveria-me a dizer que foi mesmo a melhor.
Apesar de ter sido uma paragem de apenas 1 ano, foi o tempo necessário para reorganizar os meus objectivos e estratégias para os atingir. Foi também nesse tempo que recuperei todas as forças que necessitava para iniciar esta fase com o sucesso que eu própria exigia de mim.
Contudo, confesso que desejei que esse ano passasse muito rapidamente para entrar na conquista deste sonho. A decisão de parar foi minha, não queria de maneira alguma continuar a estudar. Mas (e isto nunca disse a ninguém), mesmo tomando a decisão conscientemente, culpava-me pelo que estava a fazer. Não me sentia capaz de enfrentar o ensino superior, mesmo sabendo que assim nunca seria uma pessoa profissionalmente realizada. Desisti consciente das consequências que não queria.
Na verdade não sei o que me levou a mudar de ideias, vários acontecimentos influenciaram a minha decisão a retomar os estudos. Comecei a sentir-me mais forte; comecei a ser capaz de organizar os pensamentos por principio, meio e fim; descobri a importância que certas pessoas têm na minha vida; percebi que só tentado seria capaz de tomar a decisão correcta; percebi que estava a ser egoísta comigo própria; para finalizar (e este factor foi sem dúvida bastante importante), conheci uma pessoa importante na minha vida que estava a tirar esse curso.
Bem, quando ouvimos alguém falar das experiências que gostariamos de ter e não temos porque quisemos desistir faz-nos pensar, pensar e pensar.
Estou então no 1º ano da licenciatura em Educação Básica e espero então ser capaz de um dia me tornar numa educadora e professora digna de participar no crescimento de muitas crianças.
Mas até lá tenho muito pela frente e a exigência do curso é elevada. Acompanhado da exigência, este curso trouxe-me a dificuldade que é partilhar trabalhos com pessoas sem objectivos. Isso provocou-me um cansaço enorme. A capacidade de ajudar os outros não questiono porque muitos não a têm. Mas responsabilidade é um valor que não pode faltar, nunca. E isto aplica-se essencialmente quando a irresponsabilidade pode prejudicar terceiros. Pode ser um defeito meu, mas não consigo aceitar isso.
Felizmente, tenho diariamente comigo uma grade dose de motivação que não me deixa desistir nem me acomodar. Quero sempre mais e melhor. Penso várias vezes que estou a exigir demais comigo por estar ainda na fase inicial. Não acho normal sentir-me já tão cansada. Mas nem quero questionar muito isso por enquanto. Estou na luta de um sonho, que mais importa? Vale tudo.

Bem, hoje foi um post diferente. Sem grandes filosofias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Desafio - Prémio Lobinho


Prémio Lobinho

Roubei este prémio Lobinho, do blogue http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/ . As regras deste desafio seriam de passa-lo a 5 blogs, mas neste caso foi deixado a quem quisesse pegar nele. Pela consideração que tenho pelo sonhadoremfulltime fui lá roubá-lo, mas com autorização.

Eu vou nomear alguns blogs (mas fica disponível para qualquer outro que queira pegar nele) e responder às perguntas que fazem parte do desafio

http://diariodumpensador.blogspot.com/
http://susanaisabelguerreiro.blogspot.com/
http://atomovida.blogspot.com/
http://profclaraveiga.blogspot.com/
http://aprofessorinha.blogspot.com/



a) Tens medo de quê?
Tenho medo de perder as pessoas que gosto por um erro que cometa.

b) Tens algum guilty pleasure?

Não.

c) Farias alguma "loucura" por amor/amizade?

Sim, claro. Amor e amizade são tão importantes para mim que as loucuras não seriam questionadas.

d) Qual o teu maior sonho? [Não vale responder Paz, Amor e Felicidade;)]

Alcançar os meus objectivos pessoais e profissionais, ter sempre vontade em ultrapassar os maus momentos. Assim obrigatoriamente terei na minha vida paz, amor e felicidade.

e)Nos momentos de tristeza, abatimento, isolas-te ou preferes colo? (Não vale brincar)

Dependendo da situação posso isolar-me ou preferir o colo. No entanto, o colo só será escolhido se for o da pessoa certa, caso contrário o isolamento será melhor.

f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?

Preciso das 2 na minha vida.

g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfações para além do desejável?

Como toda a gente tenho insatisfações que dispensava, mas mesmo assim sinto-me muito bem na vida.

h) Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)

Sou bastante ponderada, por vezes prejudicando-me.

i) Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente ou... (define o que te julgas no geral)

sou impulsiva quando tenho de tomar decisões em que nenhum dos caminhos me agrada. Sou bastante paciente, muito tolerante… mas tudo tem limites.

j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar?

(Responder com sinceridade) Não.

k
) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...).
Sim.

l) Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?

Teimosia sem dúvida.

m) Casamentos homossexuais e/ou direito à adopção?

Casamentos homossexuais sim. Adopção?! Não tenho ideia formada ainda.

o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?

Influenciar o blog não, mas a mim sim. Não escrevo mais ou menos tendo em conta os comentários, mas sim quando sinto que devo. Os comentários são bons, a troca de ideias e pensamentos faz-nos reflectir ainda mais no tema em questão.

p) Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?

Inverter totalmente o mundo em que vivemos. Dar mais importância aos valores humanos e não aos valores materiais.

q) Deviam haver encontros de bloguistas?

Caso sim em que moldes e caso não porquê? Se existissem eu não iria. Apesar de ter curiosidade em conhecer certas pessoas. O meu blog é anónimo, não porque tenha algo a esconder, mas a privacidade que aqui tenho é factor importante para fazer parte deste “mundo”.

r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Não vale responder com ironias)

Sim, é nesses momentos que reparo em pequenos pormenores que fazem parte da minha personalidade e que se por mim passaram despercebidos, para outros não. Podemos brincar com isso sim.

s) Já agora, qual ou quais os teus principais defeitos?

Sou muito teimosa e exigente comigo própria.

t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?

Sou bastante amiga do próximo.

u) Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?

Telemóvel, sem pensar 2x.

v) Elogias ou guardas para ti?

Elogio, mas por vezes guardo para mim. Por vezes os elogios excessivos levam a pessoa a acomodar-se.

w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?

Sim, posso não pedir no momento certo. Posso demorar a fazê-lo. Mas desculpa e obrigado sempre.

x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?

Sensível e muito emotiva

y) Perdoas com facilidade?

Facilidade demais até.

z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
Não ser um dia capaz de fazer feliz quem me faz.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pensamento do dia



Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.

Confúcio

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Guardar projectos?

Estamos muitas vezes a percorrer uma caminhada que tem como destino o alcance de algo muito desejado, mas que nem sempre é perfeita.
Quando nos deparamos com um obstáculo é o suficiente para muitas vezes colocarmos em questão o seguimento dessa viagem, se valerá realmente a pena. E colocamos isso em causa porquê?
Porque simplesmente não queremos se quer tentar ultrapassar esse obstáculo, levantamos logo inúmeras questões se o objectivo pretendido é merecedor de tanto esforço, tendo por vezes que ser submetido a algum sofrimento.
De facto, somos muitas vezes influenciados por uma cobardia que não queremos admitir, um medo que temos medo de enfrentar, um obstáculo que nos deixará desiludidos se não for ultrapassado como seria pretendido.
Deixamos então muitos projectos pessoais e profissionais bem no fundo da gavetinha. Só não são deitados fora porque acreditamos que um dia vamos lá buscá-los. E realmente vamos, mas quando voltamos a repensar no caminho que temos pela frente... volta para a gaveta, cada vez mais encostado a um canto. O tempo passa e quando reparamos a gaveta já nem abre e o projecto fica lá. Bem guardadinho, mas sem qualquer efeito.
Não deveriamos ter arriscado? Essas pequenas pedras que iriamos encontrar certamente só iriam fortalecer o nosso objectivo, seriam sem dúvida fundamentais. Mas quando ultrapassadas é importante perceber como o fizemos.
Não importa apenas ultrapassar tudo, vencer todas as etapas. É acima de tudo importante perceber como lá chegamos.
É essa caracteristica que faz de nós seres especiais, capazes de reflectir nos seus actos, capazes não só de querer vencer, mas acima de tudo perceber como se vence. Perceber as dificuldades que é chegar ao fim, é tirar um outro proveito daquilo que alcançamos.