Há relativamente pouco tempo deixei aqui no meu cantinho o conceito que tenho de amizade e que penso não estar errado.
Hoje em arrumações cá em casa encontrei um pequeno caderno com textos soltos.
Tenho o hábito de escrever nas noites em que tenho dificuldades em adormecer, e escrevo em folhas soltas, cadernos... qualquer coisa que esteja perto de mim serve. Durante uns tempos escrevi neste caderno que encontrei hoje e que lá tinha um pequenino texto também da amizade.
Decidi publicá-lo aqui sem qualquer alteração e por isso peço desculpa pela repetição de ideias em tão poucas palavras.
Não me lembro quando o escrevi, mas deve ter sido numa daquelas noites que gostava de ter alguém ao meu lado para conversar ou apenas para estar acompanhada.
"Há pessoas que passam na nossa vida deixando uma marca no nosso coração que jamais se apagará. Umas são boas, outras nem por isso.
Mas as marcas que nos são deixadas com o símbolo da amizade são únicas, e uma vez que a temos, é nossa “obrigação” não deixar que o tempo a tire, como se tratasse de uma pegada na areia levada pelo vento.
Se existe sentimentos que não devemos deixar morrer, a amizade é um deles.
Sou daquelas pessoas que tem muitos colegas e poucos amigos. E ter poucos amigos é um motivo de orgulho para mim porque são verdadeiros.
Pois é, tenho a felicidade de ter grandes amigos comigo, sempre do meu lado, não só nos bons, mas também nos maus momentos. E são esses que considero amigos, os que riem e que também choram comigo, os que me chamam para a razão quando não a quero ver e que me ajudam a levantar quando caio."
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Selo de Comentarista Excelente

Este selinho de Comentarista Excelente foi um presentinho da amiga Luz do blog Átomo Vida a quem retribuo. Apesar de não me considerar merecedora de tal distinção agradeço o carinho.
Um dos objectivos deste selo é o de homenagear os comentaristas que passam pelos nossos cantinhos e neles deixam comentários, que para além de enriquecerem os nossos espaços, complementam as nossas ideias.
São estes comentaristas excelentes que nos motivam a escrever mais e mais e que com eles aprendemos todos os dias um pouco mais.
O selo deve por isso ser passado aos blogues que consideremos merecedores do mesmo.
Aproveito para agradecer a todos que por aqui passam e que tão bem me compreendem mesmo sem me conhecer. Obrigado por todas as palavras de carinho e de força que me deixam sempre nos bons e maus momentos. Obrigado!
A minha lista de blogues homenageados com este selinho são:
Memórias de uma menina bem comportada
As palavras que nunca direi
Sonho em mim
Sentidos de mim
Um fio de silêncio
Na volta do tempo
Entre o céu e o mar
Diário dum pensador
é claro que pode pegar neste selo quem quiser.
Os comentaristas que recebem este selo deve mencionar quem os homenageou e seguir os critérios mencionados. Basta copiar a imagem e manter a lógica do texto.
terça-feira, 30 de março de 2010
Dá para acreditar?
Há uma semana que centenas de embalagens de manteiga, destinada a famílias carenciadas, estão na berma de uma estrada de Vizela. A Cruz Vermelha vizelense diz que não lhe pertencem e culpa instituições de concelhos vizinhos.
Mais de cem quilos de manteiga do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados estavam ainda, ontem à tarde, abandonados na berma da Estrada Municipal que liga as freguesias de S. Eulália a Vilarinho, em Vizela. As embalagens de manteiga foram descobertas numa lixeira ilegal, há cerca de uma semana, durante a iniciativa "Limpar Portugal". "Os pacotes de manteiga têm validade até ao dia 31 de Março de 2010 e têm escrito no rótulo "venda proibida"; mas estavam abandonados no meio do monte", disse ao "Jornal de Notícias" um dos elementos que encontrou as centenas de embalagens de manteiga. (...) Em Vizela, os bens são recebidos pelo núcleo da Cruz Vermelha e entregues à Santa Casa da Misericórdia local que, posteriormente, os destribui em cabazes pelas famílias carenciadas. "Pela quantidade de embalagens encontradas, a manteiga estava à guarda de alguma instituição que, por razões que desconheço em absoluto, a deitou ao lixo", salientou o presidente local da Cruz Vermelha."É do vizinho""Suspeitamos que possa pertencer a alguma instituição dos concelhos vizinhos de Vizela", disse Cocharra. O local onde as embalagens foram encontradas é de fácil acesso. Fica num declive, junto a uma Estrada Municipal pouco movimentada, num terreno usado como lixeira. O cheiro nauseabundo e o facto de alguns pacotes estarem já destruídos, ao que tudo indica, por cães, pode significar que a manteiga já se encontrava há algum tempo abandonada."A manteiga só estava no meio do monte porque alguém a pôs lá. Estava destinada a ser entregue a pessoas carenciadas e não a ser destruída pelo sol e pela chuva no meio de um monte", referiu um autarca vizelense. "É um crime", salientou o mesmo autarca. (...).
Nem sei até que ponto sou capaz de comentar.
Prefiro o silêncio da desilusão.
Mais de cem quilos de manteiga do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados estavam ainda, ontem à tarde, abandonados na berma da Estrada Municipal que liga as freguesias de S. Eulália a Vilarinho, em Vizela. As embalagens de manteiga foram descobertas numa lixeira ilegal, há cerca de uma semana, durante a iniciativa "Limpar Portugal". "Os pacotes de manteiga têm validade até ao dia 31 de Março de 2010 e têm escrito no rótulo "venda proibida"; mas estavam abandonados no meio do monte", disse ao "Jornal de Notícias" um dos elementos que encontrou as centenas de embalagens de manteiga. (...) Em Vizela, os bens são recebidos pelo núcleo da Cruz Vermelha e entregues à Santa Casa da Misericórdia local que, posteriormente, os destribui em cabazes pelas famílias carenciadas. "Pela quantidade de embalagens encontradas, a manteiga estava à guarda de alguma instituição que, por razões que desconheço em absoluto, a deitou ao lixo", salientou o presidente local da Cruz Vermelha."É do vizinho""Suspeitamos que possa pertencer a alguma instituição dos concelhos vizinhos de Vizela", disse Cocharra. O local onde as embalagens foram encontradas é de fácil acesso. Fica num declive, junto a uma Estrada Municipal pouco movimentada, num terreno usado como lixeira. O cheiro nauseabundo e o facto de alguns pacotes estarem já destruídos, ao que tudo indica, por cães, pode significar que a manteiga já se encontrava há algum tempo abandonada."A manteiga só estava no meio do monte porque alguém a pôs lá. Estava destinada a ser entregue a pessoas carenciadas e não a ser destruída pelo sol e pela chuva no meio de um monte", referiu um autarca vizelense. "É um crime", salientou o mesmo autarca. (...).
Nem sei até que ponto sou capaz de comentar.
Prefiro o silêncio da desilusão.
sexta-feira, 19 de março de 2010
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como foi planeado posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."
Charles Chaplin
Não sou diferente de ninguém, e como tal, também eu preciso dos meus momentos de silêncio e de procurar nas palavras o conforto que ninguém me pode dar. Porque é um conforto que apenas eu sei como alcançar.
Neste momento apenas preciso de reflectir no caminho que estou a seguir e na pessoa que me estou a tornar. Em tempos, escrevia em folhas soltas, algumas delas ainda têm marcas das lágrimas que não contive (dor que ali se vê), outras ainda se nota que foram amachucadas (revolta significam essas). No entanto, todas elas me descrevem muito bem, ou descreviam melhor dizendo.
Consegui ultrapassar todos os momentos que me atormentavam e que lá estão descritos com tanto pormenor e que voltando a ler volto a sentir o coração bater forte.
Não sou capaz de escrever algo que não sinto, e como tal um dos meus grandes medos é voltar a conseguir escrever textos assim.
Tenho passado por situações que me levam a pensar nisso, tenho encontrado um bocadinho de força em todos os cantinhos que passo. Tento enfrentar cada uma dessas situações com os erros que no passado cometi.
Não tem sido fácil, mas acho que tenho conseguido!
Que a força, coragem e determinação não me faltem nunca.
Charles Chaplin
Não sou diferente de ninguém, e como tal, também eu preciso dos meus momentos de silêncio e de procurar nas palavras o conforto que ninguém me pode dar. Porque é um conforto que apenas eu sei como alcançar.
Neste momento apenas preciso de reflectir no caminho que estou a seguir e na pessoa que me estou a tornar. Em tempos, escrevia em folhas soltas, algumas delas ainda têm marcas das lágrimas que não contive (dor que ali se vê), outras ainda se nota que foram amachucadas (revolta significam essas). No entanto, todas elas me descrevem muito bem, ou descreviam melhor dizendo.
Consegui ultrapassar todos os momentos que me atormentavam e que lá estão descritos com tanto pormenor e que voltando a ler volto a sentir o coração bater forte.
Não sou capaz de escrever algo que não sinto, e como tal um dos meus grandes medos é voltar a conseguir escrever textos assim.
Tenho passado por situações que me levam a pensar nisso, tenho encontrado um bocadinho de força em todos os cantinhos que passo. Tento enfrentar cada uma dessas situações com os erros que no passado cometi.
Não tem sido fácil, mas acho que tenho conseguido!
Que a força, coragem e determinação não me faltem nunca.
segunda-feira, 8 de março de 2010
AMIGO é...
Tenho pena por existir ainda muita gente com o conceito errado de AMIZADE.
Será difícil compreender que a AMIZADE não existe apenas nos bons momentos? Porque se apenas existe nesses, então deculpem-me mas chamem-lhe qualquer coisa menos AMIZADE. Porque AMIZADE é sentida na sua verdadeira essência nos maus momentos.
AMIZADE não se vê, sente-se.
Recebo vários convites para sair, mas essas saídas não passam de um mero divertimento. O que não deixa de ser importante, claro. Mas não é tudo!
Não considero AMIGO aquele que nunca se esquece de mim para uma saída. Considero AMIGO, aquele que não passa mais tempo comigo porque não pode, mas que sabendo que preciso de ajuda não há nada que o impeça de estar comigo.
AMIGO não e aquele que me leva a sítios fantásticos. AMIGO é aquele que em qualquer lugar é capaz de me proporcionar um momento agradável.
AMIGO não é o que concorda com tudo o que digo. Amigo é o que me mostra o caminho da razão quando não o quero ver.
AMIGO não é aquele que apenas se ri comigo. AMIGO que é AMIGO chora comigo.
AMIGO não está comigo pela marca da roupa que visto. AMIGO está comigo porque gosta do meu EU.
AMIGO não é o que me levanta após a queda. AMIGO é o que diz como se levanta.
Tanta coisa que poderia dizer para descrever o que é um verdadeiro AMIGO. Mas quem compreendeu cada palavra minha até agora não necessita que continue.
Tenho saudades dos meus AMIGOS!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
?
Hoje sinto-me sozinha, mesmo sabendo que não estou. Sentimento mais estranho este que me assombrou neste início de noite.
É uma mistura de sentimentos que me desorientam por tão contraditórios que são.
Quero perder-me no silêncio das minhas palavras, mas quero igualmente encontrar-me nos meus sonhos, naqueles sonhos que me fazem sorrir.
Quero o sossego do meu canto e ouvir música que seja capaz de me fazer encontrar neste pequeno mundo.
Sinto uma nostalgia enorme a apoderar-se cada vez mais de mim. Quero pará-la e não consigo.
As tentativas de sorrir falharam, os olhos perderam a expressão, perderam o brilho.
Estou acorrentada a algo que não entendi ainda. Tento soltar-me e não consigo.
É uma mistura de sentimentos que me desorientam por tão contraditórios que são.
Quero perder-me no silêncio das minhas palavras, mas quero igualmente encontrar-me nos meus sonhos, naqueles sonhos que me fazem sorrir.
Quero o sossego do meu canto e ouvir música que seja capaz de me fazer encontrar neste pequeno mundo.
Sinto uma nostalgia enorme a apoderar-se cada vez mais de mim. Quero pará-la e não consigo.
As tentativas de sorrir falharam, os olhos perderam a expressão, perderam o brilho.
Estou acorrentada a algo que não entendi ainda. Tento soltar-me e não consigo.
Escrevi ao som desta música:
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Desafio com selinho

Este desafio foi-me deixado pela Su do blog Um fio de silêncio. Muito obrigado.
A regra é oferecê-lo a 5 blogs e responder a uns tópicos.
Passo este desafio e o seu selinho a:
Passo este desafio e o seu selinho a:
As minhas respostas:
Mania: “Esquecer-me” de comer quando estou a fazer alguma actividade agradável, tirar os óculos logo à entrada de casa (mesmo antes de pousar qualquer tipo de mala que traga também)
Pecado Capital: comer com os olhos (como diz a minha mãe)
Melhor cheiro do Mundo: o do café da minha avó e o dos panikes quentinhos da minha universidade.
Se o dinheiro não fosse problema: nem quero pensar, daria uma lista bem grande.
História da Infância: é a história que mais saudades tenho. Sonhava um dia ser uma princesa e ter uma vida de sonho, como aquelas que existiam nas histórias que a minha mãe me lia antes de adormecer. (ainda tenho esses livros na estante do meu quarto e olhar para eles é recuar no tempo)
Habilidade na cozinha: Penne com cogumelos e bacon - o esquisito do meu irmão adora ;)
Frase Preferida: “Hoje sê feliz” – recordo-me do dia e circunstâncias com que me foi dita.
Passeio para o corpo: longas caminhadas nas noites de verão
Passeio para a alma: Um bom parque natural (sozinha ou com boa companhia)
O que me irrita: mentiras, injustiças, pobreza mental…
Frases ou palavras que uso muito: “Fogo”, “Enfim”, “Viste viste”, “Não faltava mais nada”, “Xih, tou tramada”, “Ui”, “Para a próxima vai ser diferente, vais ver”, “Não olhes para mim assim”.
Palavrão mais usado: Não o utilizo muito, mas mesmo assim prefiro não dizer aqui.
Talento oculto: deve ser tão oculto que nem eu sei.
Não importa que esteja na moda, eu não usaria nunca: aqueles óculos enormes e todos coloridos.
Queria ter nascido a saber: que crescer é dificil
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Montanha russa

A nossa vida é uma autêntica viagem na montanha russa. Subimos e descemos a uma velocidade mais rápida que o nosso pensamento. É uma viagem tão intensa que não vemos, não pensamos... mas sentimos. Sentimos nas descidas o medo de cair, o medo que nem tudo corra bem. Até fechamos os olhos... quando subimos é um suspiro de alivio que se solta, subir é o nosso objectivo, chegar ao topo e ver o mundo com outros olhos.
Quando a viagem acaba sentimos a cabeça tonta, estamos tão desorientados que nem conseguimos descrever as sensações que tivemos.
A nossa vida é assim, uma viagem de altos e baixos. Em que só no final da viagem, depois da dor que traziamos na barriga ter desaparecido, depois das pernas deixarem de tremer por perceberem que estamos em solo firme, percebemos como a viagem foi óptima e como as descidas foram importantes para dar mais prazer em subir.
Por vezes sentimos uma desilusão por não termos aproveitado cada momento dessa viagem pelo medo que tinhamos de cada vez que desciamos. No entanto, temos a oportunidade ao longo da vida de fazer muitas viagens em montanhas russas, e cada uma será mais importante que a outra e será vivida de maneira diferente.
Após muitas viagens as descidas já serão encaradas de forma diferente, já nos sentiremos capazes de as fazer de olhos abertos.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Hoje não estou
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