quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Em tempo de férias...

Divagando pelas páginas do facebook de alguns colegas reparo que a grande maioria está a passar umas excelentes férias, aqui e acolá, sempre fora de casa. E eu? Eu tenho as mesmas férias desde que me lembro de ser gente – em casa (a trabalhar desde que deixei de brincar com as bonecas).
Não tenho a sorte de ter pais ricos, mas tenho a sorte de ter pais que fazem tudo para dar o melhor aos filhos, e quando falo em melhor não me refiro a roupas de marca e carros topo de gama, falo no essencial para sermos felizes e nada nos faltar. Os meus pais nunca tiraram férias e só não trabalham aos domingos de tarde e feriados. Várias vezes amigos me dizem que devia tirar uns dias para mim e descansar um pouco para começar com energia mais um ano lectivo, mas a resposta é sempre a mesma: os meus pais trabalham o ano inteiro para conseguirem pagar o meu curso e eu agora vou tirar uns dias de férias e deixá-los a trabalhar “para mim” sem a minha ajuda? Não sou capaz, não tenho coragem e não está certo. Pelo menos é o que penso e acredito que esteja um pouco certa.
Esta visita às páginas do facebook fez-me pensar em tanta coisa que assisti nos últimos tempos. Muitas destas pessoas têm direito a bolsa de estudo e queixam-se durante todo o ano do preço e quantidade de fotocópias que temos de tirar, mas chega o Verão e é vê-las saltar de praia em praia, noites e noites de farra… Não sou contra quem o faz, mas por favor, não se queixem durante o ano que não têm dinheiro para o material escolar necessário ao mesmo tempo que vestem umas calcinhas de marca compradas antes dos saldos. Isto irrita-me profundamente.
Não sou perfeita, nunca fui, nem nunca serei, mas não ando por aí a gastar o dinheiro que os meus pais ganham com sacrifício. Sim, porque estas pessoas que falo não têm uma conta bancária recheada, gastam é tudo o que têm e depois choram na secretaria da escola para que os processos das bolsas finalizem o mais rapidamente possível.
Ando cansada, muito cansada e custa-me muito saber que toda a gente aproveita as férias a sério. Não é fácil e o tempo passa muito devagar, não é fácil sentir que pouca gente compreende o facto de trabalhar nas férias com os meus pais em vez ir até à praia. Mas eu também não compreendo como é que essas pessoas têm coragem de pedir aos pais dinheiro para passar férias, sabendo que durante o ano vão precisar dele para os bens essenciais.
Apesar de sentir que estou a fazer o correcto e de não o fazer por obrigação, confesso que por vezes é muito difícil aguentar dia após dia sem um pouquinho de tristeza por não ter nem um dia para aproveitar as férias, que sei que eram merecidas, tanto para mim como para os meus pais.
Por vezes sinto que têm pena de mim quando digo que passo as férias a trabalhar, mas para que saibam não sou nenhuma coitadinha e tenho muito orgulho por ser capaz de ver um pouco da realidade da vida e de retribuir aos meus pais aquilo que eles fazem por mim. Não sou egoísta nem nenhuma criança e por isso, apesar de custar muito trabalhar neste tempo, faço-o com gosto. Afinal é um dever.

Este post não é de todo uma crítica a quem passa férias, é apenas um desabafo de quem vê os pais sempre a trabalhar ao mesmo tempo que vê pessoas a gastar dinheiro que não lhes saiu do corpo e que depois lhes vais fazer falta. Posso não ter sido muito correcta no pensamento, posso estar a ser egoísta com muita gente, mas é o que penso e o que me irrita neste momento.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um pouco de mim

Achei bastante interessante esta ideia de nos despirmos no blog Sentindo Apenas da Moi e vai daí resolvi despir-me também no meu Cantinho. Pormenores que revelam um pouco da nossa personalidade e que por vezes nem mesmo nós próprios reparamos a influência que têm no nosso dia a dia.

Ora aqui fica um pouco de mim:
Gosto de mim
Tenho um amor louco pelo meu irmão
Gosto de estudar
Gosto de pensar e reflectir
Gosto do meu curso
Adoro o meu namorado
Adoro os meus amigos
Adoro a minha família
Não gosto de jogos de cartas
Adoro conduzir durante a noite
Gosto de cães e gatos
Admiro a elegância das girafas
Odeio insectos e répteis
Gosto de fruta
Adoro massa
Gosto de chocolates
Odeio ervilhas
Gosto de ler e escrever
Mandar sms é quase um vício
Não saio de casa sem o telemóvel
Não tenho paciência para passear em centros comerciais
Gosto de namorar
Gosto de nadar
Não suporto pessoas que se acham superiores às outras
Gosto de uma boa conversa
Gosto de futebol
Gosto de ser assim e muito fica por dizer…

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Música da semana: Mafalda Veiga - Largar mais


A nova música da Mafalfa Veiga é simplesmente linda, linda, linda. Aliás, outra coisa não seria de esperar desta magnífica cantora. Ouvi hoje a apresentação deste single que passou na Rádio Comercial e na TVI e já estou apaixonada.

Parabéns Mafalda, sempre grandes músicas :)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo

"A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua "um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis"." Retirado daqui.

Sabia da existência do Dia do Amigo, mas nunca imaginei como teria surgido, e a verdade é que o motivo que levou a que fosse instituido o Dia do Amigo é tão importante como uma verdadeira amizade deve ser para nós.
O facto de um homem ter chegado à lua e querer celebrar essa data como o Dia do Amigo, é o mesmo que dizermos que os nossos grandes feitos só são alcançados quando temos um grande pilar que nos sustenta e nos ajuda a não cair, pilar esse chamado amizade.
Várias vezes, com o excesso de trabalho, deixamos para trás os momentos dedicados aos amigos e esquecemo-nos de como são importantes para nós e que apenas um cafézinho acompanhado com uma  boa conversa pode dar-nos a energia que sentíamos estar a precisar. No entanto, amizades à distância existem e são muito fortes e enganam-se aqueles que acreditam que só podem ser amigos aqueles que partilham o dia a dia connosco.
Amigo é aquele que nos compreende mesmo no silêncio e que respeita o nosso espaço e as nossas decisões.
Amigo é aquele que nos acompanha no nosso percurso e ajuda-nos a ter mais força, orienta e avisa para os passos errados que pretendemos dar e faz-nos ver a realidade quando dela queremos fugir.
Amigo chora e ri ao nosso lado.

Durante muito tempo, e por vezes ainda acontece, confundi amigos com colegas e isso fez-me bater com a cabeça muitas vezes, até ao dia em que percebi que podemos ter muitos colegas, mas poucos amigos. A todos esses só tenho a agradecer o facto de fazerem parte da minha vida.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Parabéns para mim

Não podia deixar passar o dia do meu aniversário sem entregar uma fatia de bolo para os seguidores do Cantinho Pequenino. Aproveito também para informar que ofereci uma prenda à minha pessoa – um blog. E por isso se quiserem visitar aqui fica o link do blog “Divagações da Catita” (ainda em obras).

O tempo passa. Já lá vão 21 anos! 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Casada à Força - Sameem Ali


Sinopse: Abandonada pelos pais, a pequena Sameem Ali passou os seus primeiros sete anos num lar onde conheceu estabilidade e bondade. Mas quando soube que a mãe a queria de volta, ficou radiante por poder começar uma nova vida em família. Porém, em vez de um lar, encontrou uma casa imunda onde foi tratada como uma escrava. Era obrigada a trabalhar sem interrupção e violentamente espancada pela mãe e pelo irmão.
Um dia, a mãe decide levá-la a visitar o Paquistão. Sameem nascera na Grã-Bretanha e nunca saíra do país, tinha treze anos e a perspectiva da viagem deixou-a feliz… Mas a sua alegria foi breve. No Paquistão, esperava-a um casamento forçado com um desconhecido que a violou repetidamente. Dois meses depois, a menina estava de volta a casa da mãe, grávida. Esse fora, afinal, o objectivo: forjar um vínculo que permitisse ao marido emigrar para a Grã-Bretanha.
Sameem estava só e desesperada quando o inesperado aconteceu: apaixonou-se e, para sua surpresa, foi correspondida. Em casa, os abusos continuaram, mas algo mudara na jovem de dezassete anos: a maternidade dera-lhe força e o amor esperança. Sentindo-se apoiada pela primeira vez, fugiu de casa e da violência que também recaía sobre o seu filho.
Daqui
 
Nenhum aspecto negativo a apontar, devorei este livro na semana passada e o sentimento foi de tristeza por ter terminado tão rápido. A história é de tal maneira emocionante que sentimo-nos obrigados a ler sem parar para saber o que acontece depois.
Pessoalmente, prefiro ler livros que sejam baseados em histórias verídicas ou como este, totalmente reais. No entanto, a história de Sameem é impressionante e o seu relato deixou-me muitas vezes arrepiada por saber que não foi invenção e que as personagens não são fictícias.
Sameem, uma grande mulher, lutadora e corajosa, que não teve tempo de ser menina e ter uma infância feliz, mas que graças ao amor que recebeu nos primeiros anos de vida, teve a força necessária para não desistir de viver.
Aconselho!

sábado, 25 de junho de 2011

Música da semana: U2 - Beautiful day

E porque eu ando num momento de pura felicidade, e porque ontem, hoje e os próximos dias serão sem dúvida fantásticos, aqui fica uma grande música de uma grande banda.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Momento de pura felicidade

Sabe bem passar dias e dias a estudar, fazer o exame com tranquilidade, sair da sala com a sensação de dever cumprido e dias depois... pimba... um 17.
Um 17 à disciplina mais difícil, não do semestre, mas do ano, é qualquer coisa que me deixa bastante orgulhosa de mim própria. A minha nota foi bem mais alta em relação aos outros (a maioria reprovou), o que só prova que é mesmo preciso estudar e olhar só para os livros não conta. Eu sei que custa ver o sol a entrar pela janela e ter que ficar em casa a estudar, mas é preciso ter força de vontade, o resultado final compensa.
Eu estou extremamente feliz e até já me esqueci do número de vezes que parei de estudar e pensei "estou farta disto".
Resumindo, a única coisa que hoje tenho para dizer é que estou muito FELIZ e satisfeita por ver que o meu esforço valeu a pena.

(Desculpem lá elogiar-me um bocadinho, mas estou mesmo feliz :) )